TRONCOS
José Ribeiro da Silva = José Esmeraldo da Silva (meu tataravô), criador da família Esmeraldo.
Filhos de José Esmeraldo da Silva:
1. Antonio Esmeraldo da Silva (meu bisavô)
2. Ana Esmeraldo da Silva (Mãe Naninha)
3. José Esmeraldo da Silva Filho (Tio Senhor).
4. Agostinho Esmeraldo da Silva
5. Pedro Esmeraldo da Silva
6. Rosa Esmeraldo da Silva (inupta)
Portanto, toda a família Esmeraldo do Cariri, descende desses cinco troncos, já que Rosa não se casou.
1. TRONCO: MAJOR ANTÔNIO ESMERALDO DA SILVA
Casado em 1ª Núpcias com Santana Gonçalves e em 2ª núpcias com Nazarena Gonçalves:
Sem dúvida, foi este um dos responsáveis pela retirada do Silva do nome, dando lugar apenas ao Esmeraldo. Dessa forma, livramo-nos de mais um Silva, sobrenome que assola esse país.
Antonio casou-se por duas vezes com duas irmãs, filhas do famoso "Pedro Anão", o Coronel Pedro José Gonçalves da Silva, honrado negociante do Icó, também pai do Major José Gonçalves, que casou-se quatro vezes por falecimento das esposas. Na quarta núpcias pai de Unias Norões Gonçalves, que se casou com tia La Salette.
Contam os mais velhos que Antonio, em idade de se casar, começou a procurar uma noiva. Então soube da existência de Santana, uma moça de família honrada, um ótimo "partido". Rumou para a casa de Pedro Anâo, se apresentou e pediu a mão da moça em casamento, sem jamais te-la visto. Pedro anão então chamou sua filha e perguntou:
- Você conhece Antonio Esmeraldo?
- Não senhor meu pai - respondeu Santana.
- Pois você vai casar com ele.
Assim, casaram-se e tiveram oito filhos, provavelmente consecutivos como costumava ser naquela época, quando evitar filhos era um grave pecado. Santana veio a falecer precocemente. O coronel José Gonçalves, vulgo Pedro Anão, parece ter gostado do genro. Chamou sua jovem filha Nazarena, então com menos de dezoito anos e decretou:
-"você vai se casar com o seu cunhado Antônio Esmeraldo"
A moça, tremeu nas bases e tentou ponderar:
- Mas papai....
- "Não tem mais isso nem aquilo, está decidido"
- Sim senhor meu pai - disse Nazarena
Foi tudo que a moça pode dizer. Totalmente despreparada para a noite de núpcias, ela passou toda à noite arrumando e desarrumando o seu baú. Entretanto, logo se adaptou e veio a ter seis filhos, perfazendo um total de quatorze filhos de Antônio Esmeraldo, o homem que não gostou do Silva.
terça-feira, 12 de maio de 2009
O HISTÓRICO
Antes da metade do século XVIII, o português Agostinho Ribeiro da Silva, então radicado na Bahia, na atual Alagoinhas, casou-se com a baiana Maria de Miranda Bezerra. Dessa união, nessa mesma cidade, provavelmente entre outros, nasceu Silvestre Ribeiro da Silva.
Juntamente com seus pais, Silvestre migrou para freguesia cearense do Icó. Do Icó, Silvestre veio para o Cariri e em 1762, já estava casado com a cratense Ana Lopes de Andrade, também de origem portuguesa. Dessa união, nasceram vários filhos, entre os quais, em homenagem ao seu avô, o também coronel Agostinho Ribeiro da Silva, nascido no dia 14 de dezembro de 1762. O então Coronel Agostinho, casou-se com Eugenia Maria Ferreira.
Dessa união nasceu o coronel Antonio Ribeiro da Silva, que se casou com Ana Teodósia Ferreira de Aguiar. Desse casal, entre outros, nasceu JOSÉ RIBEIRO DA SILVA, que passou a assinar-se JOSÉ ESMERALDO DA SILVA, no dia 5 de dezembro de 1827, data especialmente marcante na história da família Esmeraldo, visto que foi ele quem deu origem à mesma.
Sobre o motivo da mudança no nome, existem algumas versões. José, por ser muito miúdo, foi apelidado de José “Esmirrado”. Noutra versão, José “Esmerado”, por ter muito esmero em tudo o que fazia. O fato é que por um motivo ou pelo outro, por conta de uma pendenga familiar,segundo alguns, transformou o “Esmirrado” ou “Esmerado” em ESMERALDO e passou a se assinar JOSÉ ESMERALDO DA SILVA. Criando assim a família ESMERALDO, livrando-nos de mais um Silva, nessa multidão de Silvas. Tanto isso é verdade que até hoje ainda encontramos muitos Esmeraldo da Silva.
Antes da metade do século XVIII, o português Agostinho Ribeiro da Silva, então radicado na Bahia, na atual Alagoinhas, casou-se com a baiana Maria de Miranda Bezerra. Dessa união, nessa mesma cidade, provavelmente entre outros, nasceu Silvestre Ribeiro da Silva.
Juntamente com seus pais, Silvestre migrou para freguesia cearense do Icó. Do Icó, Silvestre veio para o Cariri e em 1762, já estava casado com a cratense Ana Lopes de Andrade, também de origem portuguesa. Dessa união, nasceram vários filhos, entre os quais, em homenagem ao seu avô, o também coronel Agostinho Ribeiro da Silva, nascido no dia 14 de dezembro de 1762. O então Coronel Agostinho, casou-se com Eugenia Maria Ferreira.
Dessa união nasceu o coronel Antonio Ribeiro da Silva, que se casou com Ana Teodósia Ferreira de Aguiar. Desse casal, entre outros, nasceu JOSÉ RIBEIRO DA SILVA, que passou a assinar-se JOSÉ ESMERALDO DA SILVA, no dia 5 de dezembro de 1827, data especialmente marcante na história da família Esmeraldo, visto que foi ele quem deu origem à mesma.
Sobre o motivo da mudança no nome, existem algumas versões. José, por ser muito miúdo, foi apelidado de José “Esmirrado”. Noutra versão, José “Esmerado”, por ter muito esmero em tudo o que fazia. O fato é que por um motivo ou pelo outro, por conta de uma pendenga familiar,segundo alguns, transformou o “Esmirrado” ou “Esmerado” em ESMERALDO e passou a se assinar JOSÉ ESMERALDO DA SILVA. Criando assim a família ESMERALDO, livrando-nos de mais um Silva, nessa multidão de Silvas. Tanto isso é verdade que até hoje ainda encontramos muitos Esmeraldo da Silva.
Esse foi o homem que introduziu o sobrenome ESMERALDO no seu nome Hipótese mais plausível: retirou o seu sobrenome do meio, da sua família materna,que ainda não estou certo de qual seria,pois me parece que Ribeiro da Silva era um sobrenome composto da sua familia paterna, por conta de uma desavença com seus tios maternos por causa de herança. Escolheu Esmeraldo, por que segundo consta era apelidado de "José Esmerado", pois tinha muito esmero em tudo que fazia. Mais tarde, muitos troncos começaram a eliminar o SILVA, ficando apenas o Esmeraldo. entretanto, outros mantiveram o sobrenome composto: ESMERALDO DA SILVA.
No dia 6 de junho de 1849, portanto com 21 anos, o então José Esmeraldo da Silva, casou-se no Sítio São José, com sua prima legítima,por parte da família materna, Ana Theodósia Ferreira de Aguiar Melo, tendo sido oficiante o vigário da comarca do Crato,Pe. Manoel Joaquim Alves do Nascimento. Esse casamento deu origem aos ramos Esmeraldo da Silva.
Ana Theodósia Ferreira de Aguiar MeloO fato de ter se casado com uma Melo, levou a alguns parentes, de gerações anteriores, a acharem que a família tivera origem na família Melo, o que definitivamente não é verdade. No mesmo sítio São José, onde residia o casal, nasceu no dia 12 de maio de 1850, o primogênito, o qual se chamou Antônio Esmeraldo da Silva.
Desse casamento, nasceram alem do acima referido, entre outros, ANA ESMERALDO DA SILVA (Naninha), PEDRO ESMERALDO DA SILVA, TIO SENHOR, AGOSTINHO ESMERALDO DA SILVA e ROSINHA

CRATO HOTEL - O 1º HOTEL DA CIDADE
O FUTEBOL ERA TÃO ELITIZADO QUE O GOLEIRO USAVA GRAVATA (VEJA O EMBLEMA NO SEU PEITO), OS CARTOLAS ESTAVAM DE TERNOE APESAR DO CLIMA SUPER QUENTE, OS JOGADORES USAVAM MANGAS COMPRIDAS
COLÉGIO SANTA THEREZA - 1925 - ONDE A MAIORIA DAS MOÇAS DA FAMÍLIA ESTUDOU
SEMINÁRIO DO CRATO - FUNDADO EM 1875. ONDE MUITOS DA FAMÍLIA ESTUDARAM E INCLUSIVE ALGUNS SE ORDENARAM

OS HOMENS ESTUDARAM NO SEMINÁRIO, NO DIOCESANO OU NO GYNÁSIO DO CRATO AS MULHERES NO SANTA INÊS OU NO SANTA THEREZA
ALUNOS DO COLÉGIO DIOCESANO 1930 - ONDE MUITOS DA FAMÍLIA ESTUDARAM. AO CENTRO EM PÉ, TIO RAIMUNDO ESMERALDO, A SUA DIREITA UNIAS GONÇALVES
PRAÇA DA SÉ - CRATO - CE
LUGAR DA ORIGEM
A aprazível Crato, na fértil região do Cariri, no sul do Ceará, é definitivamente o berço dessa imensa família. Seria injusto se não citássemos também, o Sítio São José e Bebida Nova, bem próximos à cidade, lá muitos nasceram e viveram.
RESUMO HISTÓRICO DA CIDADE DO CRATO
A cidade do Crato, inicialmente chamada de Missão do Miranda, resultou de um movimento missionário dos Freis Capuchinhos de Recife, cujo objetivo era catequizar e civilizar os povos indígenas. Frei Carlos Maria de Ferrara, frade franciscano, italiano da ordem dos capuchinhos foi enviado para a missão a fim de trabalhar com os índios da Tribo Cariri. Cumpriu sua tarefa no período de 1730 a 1750. A igreja católica foi peça fundamental nos primórdios de Criação e desenvolvimento desta cidade, acelerada com a chegada de imigrantes da “civilização do Couro”, vindos da Bahia, Sergipe e Pernambuco. Em 03 de Dezembro de 1743, quando a Missão e o aldeamento já se encontravam em plena atividade, o capitão-mor Domingos Alves de Matos e sua mulher, assinaram a escritura de doação das terras para os índios. Ainda neste século, os índios foram manifestando hábitos acentuados de vida social disciplinada e foram reconhecidos como capazes de associar-se a brancos na administração do povoado. Desse modo o ouvidor do Ceará, Vitorino Pinto Soares Barbosa, conferiu personalidade política à povoação de Frei Carlos, atribuindo-lhes os foros de Vila em 21 de Junho de 1764. Nomeado Crato, pela Secretaria de Negócios ultramarinos, em homenagem à homonímia cidade portuguesa de Alentejo, obedecendo à determinação da metrópole que dava poderes ao ouvidor para fundar novas vilas no Ceará, com a recomendação de aplicar-lhes nomes de localidade lusitana.
O Capitão Francisco Gomes de Melo e o índio José Amorim foram os dois primeiros juízes ordinários nomeados. Isto provava que os índios tornavam-se aptos a colaborar na administração pública da vila, que já completara 25 anos. Foi fundado, então, um Corpo de Cavalaria sob o comando do Coronel Antônio Lopes de Andrade. Assim evoluiu no campo político a vila de Frei Carlos, elevada a categoria de cidade pela Lei Provincial nº 628, de 17 de Outubro de 1853.
Retirado de:
• A CIDADE DE FREI CRALOS, Pe. Antônio Gomes de Araújo, 1971. Crato-ce.
• Revista Itaytera 1995.
A ÁRVORE
Da origem a árvore genealógica foi um pulo. Aliás, segundo a minha tia e madrinha Anette, que me deu muitas informações, essa família é tão grande,que não tem árvore, tem "floresta genealógica".
Não tem sido fácil, há anos estou nessa pesquisa, procurando, ratificando e retificando dados. Muitos são os “Antônios”, “Pedros” e “Josés” e como se isso não bastasse, muitos tem o mesmo nome e sobrenome.
Estou consciente de que ainda falta muita coisa. Mas, conto com a colaboração de vocês. Como poderão ver, existem muitos "elos perdidos" mas que certamente aos poucos serão encontrados. Por exemplo, João Evangelista Esmeraldo Norões, originou importante ramo que foi para Milagres, não sei de onde ele veio. Certamente, sua mãe é quem era Esmeraldo. Não confundi-lo com João Evangelista Esmeraldo, que foi para Pedra Branca, onde se casou e muitos dos seus descendentes estão em Fortaleza e São Paulo, onde estão também muitos descendentes de Vicente Esmeraldo e Cristóvão Esmeraldo, entre outros.
Humberto Esmeraldo Barreto:
Foi diretor da Petrobras, presidente da Caixa Econômica Federal, da Norquisa Petroquímica e da Transbrasil.
Amigo intimo do ex-presidente Geisel, desde os 17 anos, teve participação muito efetiva no seu governo, tendo sido também seu assessor de imprensa. Inicialmente criticado pela mídia pelo fato de não ser jornalista, desempenhou com raro brilhantismo essa função.
Nascido no Crato,em 1929, é um dos artistas brasileiros de maior projeção internacional. Seu rigor geométrico-construtivo e sua disciplina criativa colocaram seu nome em destaque a partir da década de 50, e, através deste renome internacional, o artista luta continuamente pela divulgação da arte nordestina e pela renovação artística do seu Estado.

Christóvão Esmeraldo e Avelino.

Cristóvão aos 20 anos e amigos (3º da esquerda para a direita) - Crato -1934
Muitos também, dos ramos de João Evangelista Esmeraldo da Silva e Vicente Esmeraldo, foram para São Paulo, sendo igualmente brilhantes e ocupando cargos muito importantes, como o já referido cirurgião plástico, Dr Zaqueu, o presidente da Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, Robério Esmeraldo, engenheiro metelúrgico, ex- superintendente da Cosipa, um dos mais conceituados refrataristas do Brasil e muitos outros tão brilhantes quanto.
Adauto, Lourdinha e Raimundo. Maria Pia e Mãezarena (2ª esposa de Antonio Esmeraldo da Silva)Adauto Esmeraldo:
Alguns anos depois,em torno da década de trinta, chegou o também brilhante General Adauto Esmeraldo,nascido em 1903 e morto em 1992. Dentro e fora do Exercito ocupou importantes cargos, tais como:chefe do Estado maior do Exército, diretor do DOPS, presidente da CIBRAZEM.
Raimundo Esmeraldo, outro irmão de Zacheu e Adauto, dentista com consultório por décadas em Copacabana, foi o terceiro a chegar a Cidade Maravilhosa. Espirituoso e brincalhão, gozava da amizade de todos.
Adauto e Raimundo Esmeraldo



O quarto, foi tio Homero que também era dentista, figura humana inesquecível, foi para mim um segundo pai. Irreverente, tem histórias incríveis. Certa vez, chegou em casa, sem se dar conta, que o seu jaleco branquinho, estava manchado de batom vermelho. A mulher, muito ciumenta, logo notou e "armou o maior barraco". Deu-lhe uma bronca, literalmente homérica. Ele, cabisbaixo, precisava urgentemente de uma desculpa. Pensou no mercúrio cromo, muito usado na época e da cor do batom. Entretanto, nervoso e afobado, "borrou" tudo:
-"Você não está vendo logo que isso é AZUL DE METILENO!!"...
A seguir, o já referido Mauricio, funcionário público, da Marinha e por último da Transbrasil.
Pouco tempo depois chegou Humberto Esmeraldo Barreto, destacada figura no cenário Nacional. Foi diretor da Petrobras, assessor de Imprensa no governo Geisel, presidente da CEF e presidente da Transbrasil. Logo a seguir, veio para o Rio, o seu irmão, Fernando Esmeraldo Barreto, que aqui se formou em medicina, casou e foi morar em Londrina, no Paraná, onde vive até hoje.
Zacheu e sua esposa Cândida.Zacheu Esmeraldo:
Figuras marcantes como Dr. Zacheu Esmeraldo, o primeiro da família a vir para o Rio de Janeiro. Nascido em 1886, ainda muito jovem, nos primórdios de 1900, veio para o Rio de Janeiro, onde, com muita luta e sacrifício, cursou medicina na Praia Vermelha. Foi notável psiquiatra, tendo sido, inclusive, o primeiro a realizar a punção lombar como método diagnóstico. Também foi catedrático de Psiquiatria da antiga Universidade do Brasil na Praia Vermelha, Rio de Janeiro. Marcou seu nome nas páginas da medicina brasileira. Veio a contrair tuberculose de um paciente, que precocemente lhe tirou a vida.Inclusive, Dr. Zaqueu Esmeraldo, renomado cirurgião plástico de São Paulo, recebeu esse nome como uma homenagem do seu pai ao ilustre primo.
Depois de uma longa ausência, tio Zacheu voltou a passeio na sua cidade natal, Crato, o berço da nossa familia. A visita ao sítio Bebida Nova, era programa obrigatório. No alpendre, um colono almoçava. Tinha as mãos um prato enorme, com arroz, feijão, farinha e generosos pedaços de toucinho. Apertava os ingredientes com a mão, fazendo um bolinho,até que o toucinho escorresse entre os seus dedos e depois comia com raro prazer. Admirado, tio Zacheu não se conteve:
- Isso não lhe repugna?"....
- O que? Seu Dotô?" - respondeu acanhado o matuto.
-Isso não lhe repugna?... - repetiu
- Do que mesmo vosmicê tá falando meu patrão?...
O Doutor, então caiu em si:
- Isso não lhe "arripuna"?.....
-Aaaaah!!... Inhô não, seu Dotô!!......Como com muito gosto.
Pancrácio Esmeraldo:
ORIGEM GENEALÓGICA DO AUTOR:

ORIGEM GENEALÓGICA DO AUTOR:
José Esmeraldo da Silva - (tataravô) – “criador” da família Esmeraldo e Ana Theodósia Ferreira de Aguiar Melo → Antonio Esmeraldo da Silva (bisavô) e Maria de Santana Gonçalves Antônio Esmeraldo Filho (avô) e Ana Pinheiro Esmeraldo → Cristóvão Esmeraldo (pai) e Ana Almeida Esmeraldo (mãe) → Pancrácio de Almeida Esmeraldo.
Obs.: Antônio Esmeraldo Filho aboliu o “Filho” do seu nome.
QUEM É O AUTOR? Nasci no Ceará, no Cariri, na cidade do Crato, em 12/03/44, passei parte da minha infância na fazenda Tanques e em Milagres, aos 10 anos, em 1954, vim para o Rio de Janeiro, com minha mãe e irmãos, juntar-se ao meu pai, que há um ano já se encontrava aqui.
Ateu por convicção, médico e professor por devoção. Especialista em pediatria e medicina esportiva, professor de fisiologia e anatomia aplicadas à atividade física na UFRRJ.
Não suportando mais a violência da Cidade Maravilhosa, em janeiro de 2007, mudei-me para a pequena e aprazível Piraí, no sul fluminense. Na verdade, essa pesquisa teve inicio na minha infância, quando movido por curiosidade mórbida, vivia perguntando aos mais velhos sobre a nossa origem. Entretanto, com o advento do computador, me dediquei mais intensamente a essa árdua tarefa. Busquei os mais velhos, as publicações importantes, como o Álbum Histórico do Seminário Episcopal do Crato (1875 a 1925). Muitos membros da família estudaram no Seminário e alguns chegaram inclusive a se ordenar. Importantíssima matéria encontrei a partir da terceira página do Jornal Ecos da Semana de 24/04/49, onze dias após o falecimento do meu avô Antonio Esmeraldo. Lá está um importante histórico da família, feito pelo pesquisador Pe. Gomes, em homenagem ao meu avô recém falecido. Pe. Gomes ingressou no Seminário do Crato em 1922, muito amigo e profundo conhecedor da família.
Um dia após o meu nascimento, chegou a casa dos meus pais, para me visitar, o meu avô Antonio Esmeraldo (Filho), aquele que por alguma razão não gostou do "Filho", ou quem sabe, não gostava do pai, e retirou o Filho do seu nome.
A mão trazia um envelope e entregou-o a meu pai, que imediatamente perguntou do que se tratava. O coronel, não teve meias palavras:
- É o registro de Pancrácio!
- E quem é Pancrácio? - Indagou meu pai sem nada entender.
- É o seu filho que acabou de nascer.
- Sim senhor, meu pai! - Respondeu o meu, contrariado com aquele nome esquisito, em cuja escolha não teve sequer direito a voto.
Assim eram os coronéis do sertão, autoritários ao extremo, suas palavras eram leis.
Aos dez anos uma tia quis mudar meu nome e me deu uma semana para escolher outro. Ao final do prazo, cobrou:
- E aí,já escolheu seu nome?
- Já!....
- "E qual será?"
Tão taxativo quanto o meu avô, respondi:
- Pancrácio!
E nada mais me foi dito nem perguntado.
Em tempo, meu avô muito católico, colocou o meu nome em homenagem a São Pancrácio mártir, um jovem que morreu em defesa da sua fé, por quem se encantou.
Que ironia do destino, um Pancrácio que abomina as religiões e não tem fé nos deuses.
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